Tear Literário _ Crônica _

Tear Literário _ Crônica _

O Tear Literário amplia seus horizontes. Mostra aqui, a CRÔNICA. É mais uma página oferecida, pelo Escritor Paulino Vergetti Neto aos apreciadores desse gênero, dentro de uma amostragem de sua vasta produção literária.

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Um homem apaixonado pela vida.

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  • Sunday, October 08, 2006



    Vivemos Isso...





    Há misteriosos critérios divisores frente aos últimos acontecimentos que nosso país tem vivido e vivenciado. A força do Estado parece sangrar diante do crime organizado. A sensação que tenho é de que pouco poderar ser feito a curtíssimo prazo, antes que mais inocentes morram. São Paulo virou uma praça de guerra – Alagoas amedronta com os alarmantes números do aumento da criminalidade. Viver com segurança tornou-se coisa difícil de conseguir-se.
    A República mergulhou noutra história. O mensalão, as denúncias contra os altos governantes que foram engavetadas, os desmandos do governo, a violência na rua. Soa tudo isso como se o Estado estivesse, entorpecido, distraído da lei, com preguiça ou medo agir. O governo, desde à noite fatídica em maio último no Estado de São Paulo, parece contentar-se com uma possível inferioridade diante dos velhos inimigos que, agora, recrudesceram suas ações, mais violentas, do que mesmo atrevidas.
    A sociedade precisa de Deus. As informações do mundo moderno têm levado o homem a rumos os mais diversos. Absorver as diferenças no que é bom e no que não presta, acho, é a tarefa mais difícil a ser feita, principalmente pelos nossos Jovens que acordam e dormem assistindo aos perversos programas de televisão onde se faz a apologia ao lado menos lícito do viver desejado. Vivemos um outro tempo onde o pecado tem um sabor bem mais aceito pela sociedade, do que a oração, a amizade, o amor ao próximo. O que estamos a assistir, nada mais é do que o reflexo do que plantamos no passado.
    Tudo isso pode ser deletado e a sociedade passar a viver dentro de outros valores mais decentes. É óbvio que a modernidade nos traz coisas boas, avanços magníficos nos campos da ciência e da tecnologia. Não queremos aqui defender o marasmo da época da Pedra Polida, nem tampouco defender o Carnaval da Carne, da Pós-Modernidade.
    Defendo a realização de movimentos sócio-culturais onde se possa dar permissão para que aconteça uma verdadeira revolução de talentos. Sairmos dessa indecente e subvertida escola da violência urbana – agora já rural – , atualizando no próprio homem sua tendência à convivência fraterna.
    Diante de tudo isso, resta-nos recorrer aos valores da família – célula-mor – de toda essa reconstrução proposta. Os bons valores sociais de ontem estão se apagando. Os jovens parecem não mais crer em um mundo com Deus, mais ajardinado e livre dessas mazelas que a televisão e os Jornais têm noticiado com tanta freqüência .
    Para onde foi a paz? O bom convívio social foi engavetado. O homem nunca esteve tão lobo de si como agora. A vida está mais parecida com um grande palco de guerra: não se sabe quem mata e porque se mata!
    Um mundo sem coração, sem fé, sem amor, o único caminho que pode seguir, é o da luta fratricida. Pai matando filho, irmão matando irmão, tantas lágrimas divisoras de pecados que bem poderiam ter sido evitados.
    E o futuro? Engendremos agora. Desenhá-lo com o perfume do coração, ser-nós-á a única saída. Sejamos sábios de nós mesmos, paremos o tempo de fazer-se a maldade e invertamos o giro das cousas desconexas. Dentro do homem há um lindo jardim: regá-lo é a única opção que temos para assistirmos a primavera de uma grande mudança, e aí, retornaremos a enxergar as flores, as borboletas e os colibris há nos sonhos de todo o homem que vive em paz com o mundo onde habita.
    O mundo precisa de paz e amor. Não foi por acaso que Jesus, virando para seus discípulos, disse, que o maior dos mandamentos era amar a Deus sobre todas as coisas e ao teu próximo como a ti mesmo. Eis o remédio. A receita foi dada! Não nos será tão difícil mudar o rumo das coisas e melhorar o mundo!

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