Tear Literário _ Crônica _

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O Tear Literário amplia seus horizontes. Mostra aqui, a CRÔNICA. É mais uma página oferecida, pelo Escritor Paulino Vergetti Neto aos apreciadores desse gênero, dentro de uma amostragem de sua vasta produção literária.

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  • Sunday, October 08, 2006



    Parlamentarismo e o voto certo!

    Acredito estarmos vivendo a hora e a vez do Parlamentarismo brasileiro. O atual sistema político está acabando com o país. Basta apenas observar-se o que representa para os cidadãos mais sérios as eleições, como elas têm-se-nos apresentado nos últimos pleitos. Estaremos elegendo um presidente com o voto direto, pela quinta vez consecutiva. Tempo mais do que suficiente para se saber que não aprendemos quase nada com isso. A compra de votos, os escândalos envolvendo grande número de parlamentares eleitos com nossos votos nesse mesmo processo eleitoral falam bem mais fortemente do que apenas nossas palavras textuais aqui lidas.
    Há um gestor da banda podre do governo republicano? Estamos, eu creio, meio a uma favelização partidária, ruína dos costumes morais, queda dos valores democráticos mais básicos. Vende-se o voto a quase todos os candidatos por dinheiro e outros modos aéticos. Quem ganha, em sua maioria, não representa a vontade limpa e cidadã dos eleitores. A fome e a exclusão social é que apetecem a venda desses votos. Infelizmente, esta também está sendo uma forma ilícita de distribuição de renda.
    Vivemos a solidão das grandes idéias, o martírio dos que defendem um país sério e digno para seu povo. Nossa soberania vive ameaçada até por índios venezuelanos que, com suas mãos explosivas nas torneiras dos gasodutos de seu país, carnavalizam seus protestos. Vivemos, assim, uma solidão enfadonha demais de ser administrada. Queremos um país emergente que cresça bem mais do que esse pífio índice desmerecido por quem almeja criar milhões de empregos para sua juventude e garantir aposentadoria para seus trabalhadores aposentados, depois de um fatigante labor de décadas.
    O país parece ser uma paragem declivosa. Um comboio grande de maus brasileiros fomenta o desgoverno com suas ações de ladroagem e desméritos. A tudo isso se acresça, ainda, o lodo enganoso que o governo oferece aos excluídos das periferias do Brasil miserável, como esmola, como piedade, como pena. O brasileiro precisa crescer sem necessitar de migalhas que, muitas vezes, são dadas em troca de favores eleitorais e outros ainda piores.
    O Brasil nunca careceu tanto de um bom administrador como agora. Um homem que gerencie nossas crises e aponte suas reais soluções. Um ser que, na permanência de um erro de liderança, possa ser posto para fora do cargo e substituído por outro melhor, sem alarde social.
    Desejamos um país com uma paisagem única, igualitária, dono de um céu azul da cor da genciana, sem os vales apertados da fome e da miséria, sem os amplos horizontes dos escassos ricos que tudo detêm. Que regato haja, mas aos pés de uma fonte cristalina e doce, meio ao aroma dos lírios do campo e não essa fedentina que armazena a vergonha de uma República que ainda não foi governada por líderes fiéis à Constituição, e à vontade popular.
    Compare o Brasil governado a um café arrefecido: toma-se, mas não possui o sabor desejado. Há um olhar profundo que vê uma lonjura de desenvolvimento esperado. Passa sem penetrar no nosso entendimento, como se apenas fugisse pelo interesse de vontades globalizantes e estranhas. A quem interessam tanta miséria e exclusão social?
    Enxergo um país mais sério e poderoso, vivendo uma social democracia liderada por um primeiro ministro eficiente, forte, decente, que ame este país, como se ele fosse a sua mais legítima morada. Uma pátria fraticida não nos levará a lugar nenhum, a não ser ao caos, fim de todo desgoverno.
    Da taça erguida contendo o bom vinho da prosperidade da safra, raros cidadãos tragam dele. Na vastidão de uma desesperança nasce o opróbrio da civilização castigada – o homem que rouba, assassina, desvia, desgoverna!
    É como se entre nós dormisse um suave segredo que nos ensinasse a governar bem. Não desabrocha e finca-se. Escuta as lamúrias do povo, mas está desbocarado e com medo. Da magnânima taça, apenas os ébrios de seus excessos cantarolam, como se quisessem deixar bêbadas a pobreza, a miséria e a maior exclusão social de todas, a descidadania!
    Uma furiosa trovoada está em nossas mãos – o voto! Com ele poderemos fazer do tremeluzir às explosões de luzes fortes. Se a encosta é declivosa, seguremos nossos pés com mais cuidado em sua descida. Ainda não encontrei vivalma que, usando-o bem, não se fortalecesse. Outubro está bem próximo de nós. Peçamos a Deus que nosso voto possa, realmente, escolher os nossos melhores líderes e que os escolhidos possam adentrar-se nas bonanças das idéias parlamentaristas e que esse regime de governo seja a nossa sombra em breve. Ouçamos o marulhar das ondas de nossas belas praias numa reflexão viva e engenhosa de que nossas belezas naturais estarão nos ajudando. Que esse barulho nos chegue em forma de cantata. Deus será por nós e não nos deixará votar em quem não presta! O Parlamentarismo e o voto, nossas duas grandes soluções, hoje, para arrumarmos nosso futuro.

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